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EDUCAÇÃO - Novos vídeos da série "Humanismo médico em tempos de crise"

14/04/2020

O vídeo #5 da série “Humanismo médico em tempos de crise”, apresentada pelo Prof. Dr. Pablo González Blasco – médico sócio-fundador da SOBRAMFA – traz um pouco do que a direção da entidade está fazendo nestes dias difíceis, de muito trabalho na trincheira dos acontecimentos. Destaque para o comentário do infectologista Anthony Fauci, conhecido por ser o médico à frente da luta contra o covid-19 nos Estados Unidos. Divulgado em áudio no New England Medical Journal, o comentário de Fauci ressaltou que ninguém deve se sentir responsável pela saúde global do planeta, ainda que o que se está enfrentando seja algo muito grave, extremamente sério. Na interpretação de Blasco, esse comentário é fundamental para que os médicos não percam o foco dos pacientes que estão cuidando. Apesar das notícias e números atualizados regularmente ao longo do dia sobre a pandemia em outros países, “cada um deve tomar conta do seu quintal”. “Às vezes, a saúde global nos distrai e acaba nos preocupando, criando uma ansiedade que nos distancia daquilo que realmente podemos fazer”.

Blasco, que coordena uma equipe de médicos à frente de alguns bons hospitais em São Paulo, como 9 de Julho, Santa Cruz, IGESP e São Cristóvão, apresenta uma planilha com o estado dos pacientes, ressaltando não só os óbitos e as internações, mas também as altas – ponto extremamente importante. Quando se questiona sobre a perspectiva de um colapso no sistema de saúde, Blasco diz que é importante não sofrer por antecipação e cuidar dos pacientes com foco no “hoje”. Ainda sobre foco, o médico ilustra o programa com uma passagem de Teresa D’Avila e também com um trecho do filme Coração Valente, em que – por mais que as pessoas ao redor não compreendam perfeitamente – nos mostram como é fundamental manter o foco para atingirmos nossos objetivos.

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O vídeo #6 da série “Humanismo médico em tempos de crise” abre com uma frase do filósofo espanhol Julian Marías, discípulo de Ortega Y Gasset: “Quando se quer entender algo, o mais urgente é recuperar as proporções reais”. O Prof. Dr. Pablo González Blasco lança mão desse pensamento para justificar que, independentemente da quantidade de pacientes que se está tratando em meio à pandemia de covid-19, cada médico ou equipe tem suas proporções reais e é com elas que deve se preocupar. E dá um exemplo às vésperas do feriado de Páscoa.

“Não é hora, agora, de a gente se preocupar com o estudo epidemiológico. Isso deverá ser feito daqui a seis meses ou um ano, talvez, para entender o que aconteceu”, afirma o professor – que lança mão de algumas cenas do filme Ponte dos Espiões (Steven Spielberg) para ilustrar situações de preocupação real, preocupação desproporcional, e confiança de que o melhor está sendo feito.

Em outro momento, Blasco cita Fernando Pessoa (“A vida é o que fazemos dela. A viagem são os viajantes. O que vemos não é o que vemos senão o que somos”) para nos lembrar que a visão daquilo que nos cerca é filtrada pelas nossas emoções. Daí a importância de se contar com pessoas persistentes, que procuram manter o equilíbrio e a lucidez diante das piores situações. Até a próxima!

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