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EDUCAÇÃO - SOBRAMFA lança mais um vídeo da série Humanismo médico em tempos de crise

24/04/2020

www.vimeo.com/sobramfa

Neste vídeo o Prof. Dr. Pablo González Blasco, diretor científico da SOBRAMFA e um dos principais expoentes internacionais da Medicina Humanista, dá início dizendo que – analisando números que representam a situação atual de hospitais e residenciais de idosos sob responsabilidade da entidade – a crise não se evidencia tanto quanto entre os profissionais da saúde.  Isso nos remete a uma frase de Santo Agostinho, que diz “guarda a ordem e a ordem te guardará”. Na opinião do professor, “talvez o que esteja faltando é ordem, ordem nas ideias, ordem na informação; é preciso que a gente guarde a ordem para assumir o comando do que está dentro do nosso círculo de influência”.

No filme Invictus, que conta como Nelson Mandela reconstruiu a África do Sul ao fim do Apartheid, há um momento em que se destaca um poema que dá nome à obra cinematográfica. Blasco destaca os versos finais: “Eu sou o senhor do meu destino, eu sou o capitão da minha alma”. Além do cinema como recurso para guardar essa ordem que precisamos para nos sentir no comando das emoções, boa literatura também tem o poder de nos preencher a alma. Destaque para “Um cavalheiro em Moscou”, best seller que conta a história fictícia de um nobre acusado de escrever uma poesia contra os ideais da Revolução Russa e que é condenado à prisão domiciliar por várias décadas num hotel que era símbolo da aristocracia. Deste livro, o professor destaca a frase “se um homem não domina as circunstâncias, ele acaba sendo dominado por elas”. Outro livro, chamado “Sobrevivi para contar” é a história real de como uma jovem africana de Ruanda escapou de um dos mais sangrentos genocídios da história com o poder da fé e do pensamento positivo – se escondendo com outras seis mulheres num banheiro de um metro quadrado por três meses. “Essas histórias, quem sabe, nos ajudem a entender que talvez a nossa percepção da nossa realidade não é a mais correta”, diz Blasco.

O médico também destaca que, do lado prático, nunca houve tantos museus abertos à visitação virtual e acesso a apresentações como a da Filarmônica de Berlim – que tem colocado à disposição suas performances. Mas o homem é um animal social e isso se faz sentir. No filme Um sonho de liberdade, quando o personagem de Tim Robins encontra a ópera  As bodas de Fígaro, sente que aquilo é tão majestoso que é preciso compartilhar com os outros presos aquele momento. É quando faz com que os alto-falantes da prisão reproduzam aquela obra que mexe das mais variadas formas com a emoção daquelas pessoas (mesmo custando a ele duas semanas na solitária). “É preciso valorizarmos quem temos à nossa volta, essa é a ordem que temos de guardar”, avalia o professor. “O melhor não é a experiência de algo, mas a experiência ‘com’ alguém – que é o que estamos perdendo agora”. Por fim, o professor Pablo Blasco destaca a importância da paciência em duas frases iluminadas:

“A paciência é o amor que se faz tempo”, de Von Balthasar

“A paciência é a forma cotidiana do amor”, de J. Ratzinger (Papa Bento XVI)

 

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