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Falta de informação pode levar à morte

03/08/2007

Estudo americano revela que não entender
prescrições e bulas de remédios pode ser fatal


O que você não compreende pode matá-lo, diz estudo desenvolvido pela Feinberg School of Medicine, de Chicago (EUA). Pesquisadores que acompanharam 3.200 pacientes com mais de 65 anos comprovaram que a falta de entendimento de bulas e receitas médicas podem não só acarretar sérios problemas de saúde, como ser fatal.

De acordo com o autor do estudo, doutor David Baker, a falta de habilidade para assimilar informações médicas é um dos principais problemas encontrados no tratamento de doenças crônicas, que vão de asma a diabetes e doenças do coração. “O paciente acaba descuidando da saúde, deixando de fazer os tratamentos conforme orientação médica e ficando mais sujeita a hospitalizações ou intercorrências fatais”.

De acordo com o estudo, publicado no Monday’s Archive of Internal Medicine, cerca de 90 milhões de americanos têm problemas de entendimento dos termos médicos ou mesmo de seguir as prescrições corretamente.

De acordo com o médico João Geraldo Simões Houly, do Hospital Santa Paula (SP), o estudo americano revela uma situação muito comum também no Brasil e que leva os pacientes a correr sérios riscos de sofrer recaídas e desenvolver novos e mais sérios problemas de saúde.

“Cabe aos pacientes seguir o tratamento do começo ao fim. Por outro lado, o médico deve ter certeza de que o doente compreendeu todo o diagnóstico da doença e a finalidade de cada medicação prescrita”, diz Houly.

Segundo o especialista, uma forma de linguagem simplificada é um dos aspectos mais importantes no contato com o doente. Procurar saber como é a rotina do paciente antes de prescrever medicamentos que comprometam demais seus afazeres é outro ponto importante. “É fundamental diferenciar aquele paciente que pode tomar antibiótico quatro vezes ao dia daquele que precisa de fórmulas inteligentes – ainda que mais caras – ingeridas em dose única”.

Para o médico, o entendimento total da sua própria saúde e dos objetivos do tratamento pode ser considerado mais um sinal vital do paciente. Houly dá uma dica para quem não quer correr riscos. “O ideal é a pessoa elaborar um ‘plano de tratamento’, ou seja, listar cada remédio prescrito, constando de sua finalidade, dias e horários de ingestão. Há recipientes especiais no mercado para guardar cápsulas e comprimidos de uso diário. Cada remédio tomado é ticado, de modo a salvaguardar a saúde do paciente que costuma esquecer os medicamentos ingeridos – o que é muito comum.”■

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