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Dor no pescoço é sinal de ‘alta tensão’. Especialista revela sete dicas para driblar o problema

08/07/2009

Depois da dor nas costas, a dor no pescoço é a campeã de afastamentos e licenças médicas. Norte-americanos diagnosticados com dor crônica, por exemplo, têm direito à diminuição de certas atividades e exigência de acomodação apropriada no ambiente de trabalho. De acordo com o médico ortopedista Gilberto Anauate, do Hospital Santa Paula (SP), o problema não tem como causa apenas a má postura. Pode ter um fundo emocional também.

“A cervicalgia, ou dor no pescoço, não pode ser associada única e exclusivamente a um problema postural, como muitos imaginam. Por apresentar grande mobilidade em relação ao restante da coluna, a região cervical está mais sujeita a dores e contraturas musculares devido à friagem e, principalmente, episódios de alta tensão psicológica”, diz Anauate.

De acordo com o ortopedista, o estresse é o grande vilão da cervicalgia em grande parte dos casos. “Os músculos localizados atrás do pescoço têm de estar sempre tensos para suportar a parte de cima do corpo. Mas, quando eles trabalham além da conta, sofrendo contrações constantes de fundo nervoso, a dor é inevitável. Inclusive, pode ser irradiada para os ombros ou ainda resultar em dor de cabeça”.

Depois de um diagnóstico preciso, em que se detecta a origem da dor, Anauate orienta o paciente a buscar ajuda especializada. “Constantemente surgem recursos terapêuticos que podem amenizar o problema. O paciente poderá ser orientado tanto a fazer um tratamento à base de anti-inflamatórios e relaxantes musculares, até a buscar terapias complementares, como a acupuntura. O ideal é que seja feita uma investigação personalizada”.

Gilberto Anauate faz um último alerta: “Ninguém deve se acostumar com a dor. Se o mal estar começar a incomodar os braços, ou se o paciente começar a sentir ‘pinçadas’ no pescoço, é necessário uma investigação diagnóstica mais detalhada”.

Sete dicas para driblar a dor no pescoço:

Evite tomar friagem e esteja sempre bem agasalhado;

Quem trabalha o dia inteiro diante do computador deve fazer pausas para movimentar ombros e pescoço lentamente, por alguns minutos, a cada duas horas. Esse hábito costuma aliviar a tensão acumulada ao longo do dia;

Quem se desloca de carro o dia inteiro à trabalho deve usar um encosto de cabeça devidamente ajustado ao corpo, mantendo os braços esticados e as mãos firmes no volante;

Massagens suaves com óleos aromáticos ou anti-inflamatórios em gel ou creme também contribuem para aliviar a dor;

Quem se dedica aos serviços domésticos deve se acostumar com novos hábitos na hora de se abaixar ou de suspender objetos. É importante usar mais a força das pernas para abaixar ou se levantar;

Busque atividades de relaxamento para a mente e o corpo. Isso inclui terapias alternativas, cursos de artesanato, ou simplesmente se dar ao luxo de descansar mais;

Escolha um travesseiro nem muito fino, nem muito grosso. O ideal é que ele se encaixe direitinho entre a extremidade do ombro e o início do pescoço.


Fonte: Dr. Gilberto Anauate, médico ortopedista do Hospital Santa Paula

(www.santapaula.com.br)



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