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SAÚDE - Radiofrequência é empregada no tratamento de refluxo gastresofágico

12/02/2019

Queimação, azia e retorno dos ácidos que atuam na digestão constituem a doença de refluxo gastresofágico – cada vez mais comum na população das grandes cidades, já que uma das principais causas é a má alimentação acompanhada da obesidade e da ansiedade que rege as pessoas hoje em dia. Até agora, além de uma mudança na dieta e comportamental, os médicos indicavam cirurgia nos casos mais graves. Mas isso está se tornando coisa do passado, na medida em que um novo método minimamente invasivo vem sendo empregado - evitando cirurgias e medicamentos. Trata-se do “Sistema Stretta”.

De acordo com o médico Eduardo Grecco, que desde o início de 2017 vem se debruçando sobre um novo tratamento minimamente invasivo de obesidade leve e moderada (gastroplastia endoscópica), uma grande novidade para tratar refluxo são sessões de 30 minutos de ondas de rádio que estimulam o fortalecimento do músculo que separa o esôfago do estômago. “Identificamos que pessoas que sofrem de refluxo, com o passar dos anos vão ficando com essa musculatura específica cada vez mais frouxa – o que facilita o retorno do suco gástrico para o esôfago e provoca queimação, azia, mal-estar. Sendo assim, quando conseguimos cuidar do problema de forma preventiva, evitando que ele se agrave a ponto de necessitar de cirurgia, é ótimo”. 

O “Sistema Stretta” é rápido, realizado em uma única sessão de 30 minutos. “Depois da aplicação de radiofrequência, o paciente será acompanhado por quatro a seis semanas e deverá seguir uma dieta especialmente indicada pelo médico. Nessa fase, ainda fará uso das medicações a que estava habituado, mas num futuro próximo é possível suspender a medicação – que é bastante onerosa”, diz o especialista. Como as ondas de rádio recuperam e fortalecem a parede do estômago, o retorno dos ácidos que participam da digestão não acontece – resolvendo o problema do refluxo.

“Com o Sistema Stretta, o paciente é poupado de todo o desgaste da cirurgia gastresofágica, que implica em corte, anestesia e um pós-operatório bastante incômodo, apesar de rápido (entre dez dias e um mês). Dor e desconforto são muito mais brandos, e o paciente volta com dieta normal a partir do terceiro dia. Além disso, tem a vantagem de ser um método com complicações praticamente inexistentes e menos efeitos colaterais”, diz Grecco. Apesar de ser uma grande novidade, o especialista adverte que a mudança de hábitos de vida, tanto alimentares quanto comportamentais, é essencial para evitar a reincidência do problema. 

Fontes:Dr. Eduardo Grecco, endoscopista bariátrico do Instituto EndoVitta, cirurgião responsável pela implantação da Gastroplastia Endoscópica no Hospital SAHA.

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