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TECNOLOGIA - Biometria transformou o mercado de segurança

01/06/2019

*Kerry Reid

Em anos recentes, houve um expressivo avanço da tecnologia biométrica em termos de segurança. Especialmente em relação aos sensores de impressão digital – que estão muito mais sofisticados, embora simples de usar. Hoje, eles conseguem diferenciar o tecido humano de um indivíduo de impressões digitais fraudulentas, obtidas a partir de uma centena de materiais diferentes que tentam reproduzir o dedo humano. Além disso, sensores biométricos com imagem multiespectral permitem constante atualização contra novas ameaças – ao contrário de outros sensores, que se tornam obsoletos rapidamente. 

Essa capacidade de ‘aprendizagem’ é um grande diferencial para proteger a privacidade do usuário e tem transformado o mercado de segurança. Há mais de cinco anos, o setor financeiro foi um dos primeiros, no Brasil, a investir na tecnologia de imagem multiespectral. Esses sensores oferecem um melhor desempenho na coleta de informações e no registro das impressões digitais. Depois de ter cadastrado num banco de dados suas digitais, a pessoa poderá estar até mesmo com o dedo avariado, machucado ou sujo que ainda assim sua identificação será realizada imediatamente. Além disso, os dispositivos biométricos são habilitados para criptografia e detecção de violação de hardware – que protegem não só a integridade do sensor, como também a comunicação entre o cliente e o sensor. Essa é uma característica muito valorizada pelo mercado, sempre em busca de aumentar a segurança e melhorar a experiência do usuário. Por isso, a adoção dos sensores biométricos de imagem multiespectral tem se alastrado para muitos outros segmentos da economia. 

Com relação aos módulos e sensores de impressão digital integrados da Lumidigm® Série V, por exemplo, eles estão cinco vezes mais precisos e quatro vezes mais rápidos nos caixas eletrônicos e multibancos, com sensível redução de erros. De modo geral, percebe-se um ganho em termos de desempenho e interoperabilidade. Por esse motivo, a nova linha de autenticação biométrica tem sido adotada nos sistemas de saúde, eleitoral e governamental – além do sistema financeiro. Essa tecnologia emprega o que há de mais avançado para escanear e autenticar impressões digitais de dentro para fora. Ou seja, além da camada externa da pele, o sensor faz uma leitura de uma subcamada mais profunda, irrigada por vasos sanguíneos. Isso evita fraudes e permite rápida autenticação. Trata-se de uma solução robusta e capaz de comprovadamente reduzir o custo total de propriedade em aplicações autônomas e de alto rendimento. Embora o foco seja sempre eficiência e segurança, nota-se um ganho de velocidade e, consequentemente, de conveniência – já que o cliente faz tudo mais rapidamente. 

Também os sensores da Lumidigm® Série M passaram a contar com liveness detection. Com várias aplicações, incluindo controle do tempo, presença e acesso físico, esses sensores têm alta performance na prevenção de fraudes. Com isso, o roubo de informações ficou praticamente reduzido a zero. Outra vantagem em relação à concorrência é o material com que os sensores são feitos. Enquanto a maioria pode ser facilmente danificada, eles contam com uma superfície de vidro bastante resistente e durável, operando sob quaisquer circunstâncias, tanto em ambientes fechados como ao ar livre ou até debaixo de chuva. 

Todos sabem que, para oferecer uma autenticação totalmente segura,a evolução dos sensores passa pelo uso de uma autenticação multifatorial, através de uma combinação entre a autenticação da impressão digital do usuário e um código de barras, uma credencial de identificação, ou até mesmo uma credencial virtual ou código digital. É fundamental, também, que a tecnologia seja adaptável, a fim de se provar confiável e eficiente ao longo do tempo. Com isso, os dados pessoais do usuário estarão sempre criptografados, podendo ser acessados apenas se o cliente autenticar sua impressão digital. Ainda com relação à segurança, é necessário investir numa tecnologia capaz de ser constantemente melhorada para enfrentar novas ameaças. 

Fonte:Kerry Reid, vice-presidente global de vendas da HID Biometrics

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