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TRABALHO - Médico generalista volta a ser bastante valorizado pelo mercado

03/12/2019

A era dos superespecialistas, deslanchada pelo avanço científico e tecnológico da Medicina nos últimos 20 anos, começa a perder força na medida em que o papel dos médicos generalistas volta finalmente a ser bem compreendido e valorizado pelos pacientes e pelo mercado de modo geral. Assim como vem acontecendo em outros setores, profissionais com visão abrangente e conhecimento de diversas áreas correspondem muito mais, agora, ao que demanda o mercado. Na opinião do médico Marco Aurelio Janaudis, diretor da Sobramfa – Educação Médica & Humanismo, essa mudança vai ao encontro dos objetivos da Medicina Humanista – que valoriza o papel do clínico geral como um profissional em contato permanente com o paciente.

“Mais do que atuar na prevenção e no acompanhamento de doenças crônicas, o médico generalista consegue ter uma visão integral do paciente que está sob seus cuidados. Quando exerce sua profissão de modo humanista, esse profissional – que acumula conhecimento e experiência para resolver entre 80% e 85% dos problemas de saúde mais frequentes – trata do paciente, não apenas da doença. Sendo assim, não raro conhece todo o histórico de saúde do doente, bem como sua situação familiar e material, seus anseios e dúvidas em relação à sua própria condição. Esse médico desempenha um papel complexo e importante no sistema de saúde”, diz Janaudis.

A rigor, o médico generalista trata pessoas em todas as fases da vida, desde crianças até idosos. Além de estar apto a exercer a Medicina de Família e atuar em imunização, prevenção e informação, o clínico geral circula por todo hospital. Afinal, pode atuar em diagnóstico e tratamento, gestão de doenças crônicas e atendimentos emergenciais, check-up, medicina do esporte e nutricional, cuidados paliativos, coordenação de processos de saúde etc. “A relação médico-paciente, nestes casos, costuma durar anos. É importante, do ponto de vista do paciente, contar com alguém que o conhece muito mais do que seus próprios parentes”, afirma Janaudis. “Não raro, é com essa pessoa que o doente vai se sentir seguro para expor suas preocupações mais íntimas antes de definir os próximos passos do tratamento”.

Sobramfa capacita médicos generalistas

Como as faculdades de medicina não entregam esse profissional pronto para o mercado,  a Sobramfa criou um programa remunerado de treinamento que insere esse médico – muitas vezes recém-saído da faculdade ou com pouca experiência – dentro de um contexto de atendimento que envolve vários hospitais, clínicas e residenciais de idosos, abrangendo um universo de mais de 13 mil pacientes. Os candidatos devem ter concluído a faculdade entre 2017 e 2019, não sendo necessário ter feito residência. Responsável pela seleção dos candidatos, Janaudis explica que o programa tem duração de dois anos (com um terceiro ano opcional) e o profissional já ingressa com um bom salário, compatível com o mercado. “No primeiro ano eles aprendem a cuidar dos doentes com um enfoque humanista, que leva em conta o aprendizado técnico, preferências, objetivos e valores do paciente. No segundo ano o enfoque é acadêmico, com desenvolvimento de pesquisas e participação em congressos e eventos científicos. O terceiro ano (opcional) é voltado para um treinamento em gestão e liderança, que os capacita a gerenciar equipes de saúde ou um serviço de assistência médica. É comum contratarmos médicos de outros estados que, depois da conclusão do programa, retornam para suas cidades de origem já empregados. Com isso, estamos disseminando um novo jeito de fazer Medicina centrada no paciente”. 

Mais informações: https://sobramfa.com.br/cursos/trabalhe-conosco/

Fonte: Dr. Marco Aurelio Janaudis, doutor em Ciências Médicas, diretor da Sobramfa – Educação Médica & Humanismo.

 

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