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MEDICINA - Generalista volta a ser bastante valorizado pelo mercado

22/02/2021

A era dos superespecialistas, deslanchada pelo avanço científico e tecnológico da Medicina nos últimos 20 anos, começa a perder força na medida em que o papel dos médicos generalistas volta finalmente a ser bem compreendido e valorizado pelos pacientes e pelo mercado de modo geral. Assim como vem acontecendo em outros setores, profissionais com visão abrangente e conhecimento de diversas áreas correspondem muito mais, agora, ao que demanda o mercado. Na opinião do médico Marco Aurelio Janaudis, diretor da Sobramfa – Educação Médica & Humanismo, essa mudança vai ao encontro dos objetivos da Medicina Humanista – que valoriza o papel do clínico geral como um profissional em contato permanente com o paciente.

“Mais do que atuar na prevenção e no acompanhamento de doenças crônicas, o médico generalista consegue ter uma visão integral do paciente que está sob seus cuidados. Quando exerce sua profissão de modo humanista, esse profissional – que acumula conhecimento e experiência para resolver entre 80% e 85% dos problemas de saúde mais frequentes – trata do paciente, não apenas da doença. Sendo assim, não raro conhece todo o histórico de saúde do doente, bem como sua situação familiar e material, seus anseios e dúvidas em relação à sua própria condição. Esse médico desempenha um papel complexo e importante no sistema de saúde”, diz Janaudis.

A rigor, o médico generalista trata pessoas em todas as fases da vida, desde crianças até idosos. Além de estar apto a exercer a Medicina de Família e atuar em imunização, prevenção e informação, o clínico geral circula por todo hospital. Afinal, pode atuar em diagnóstico e tratamento, gestão de doenças crônicas e atendimentos emergenciais, check-up, medicina do esporte e nutricional, cuidados paliativos, coordenação de processos de saúde etc. “A relação médico-paciente, nestes casos, costuma durar anos. É importante, do ponto de vista do paciente, contar com alguém que o conhece muito mais do que seus próprios parentes”, afirma Janaudis. “Não raro, é com essa pessoa que o doente vai se sentir seguro para expor suas preocupações mais íntimas antes de definir os próximos passos do tratamento”.

Fonte: Dr. Marco Aurelio Janaudis, doutor em Ciências Médicas, diretor da Sobramfa – Educação Médica & Humanismo.

 

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